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As falácias da paz

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AS FALÁCIAS DA PAZ
Por Vinicius O. S. Guimarães*





Os meios de comunicação social disseminam a idéia de que a humanidade tem que buscar a paz, entretanto, tais dizeres parecem mais frases de efeito triunfalista do que necessariamente um caminho a se seguir. Algumas vezes parece que o ser humano está num safári caçando a paz no meio da floresta capitalista, pois a bem da verdade para muitos a paz é um meio de se enriquecer. Outras vezes tem-se a impressão que a paz é um alienígena distante e que um dia o homem terá contato com este ser intergaláctico chamado p.a.z. e quem sabe assim conseguirão viver felizes para sempre como num conto de fadas infantil.

A triste realidade é que a paz se tornou um objeto a ser vendido, uma utopia a ser vivida e um atalho para se chegar há lugar nenhum. A definição do Dicionário Priberam para o termo paz é: "estado de um país que não está em guerra; tranqüilidade pública; cessação de hostilidades; serenidade de espírito; boa harmonia; sossego; conciliação; concórdia; união; silêncio". Portanto, partindo deste referencial teórico percebe-se notoriamente que a paz não é uma varinha mágica que tem poderes incríveis, nem é uma palavra para filosofias positivistas que quando dita muitas e repetidas vezes produz mudanças no mundo físico. Fica notório que a paz é algo comunitário e intrinsecamente social.

A paz tem que promover a paz. Entretanto, várias tem sido as facetas da paz num mundo de interesses. Por isto, torna-se imprescindível entender que a paz não pode privilegiar alguns e silenciar outros, não pode dar poder para uns em detrimento do enfraquecimento das massas e não pode produzir sorrisos na minoria e irradiar tristeza na maioria. A paz não é um troféu para celebrar os fracassos que insistem em ficar escondido das lentes das câmeras para assim gerar a ilusão passista na platéia da vida. Infelizmente, confunde-se paz com negligencia da realidade, confunde-se paz com ausência individualista, confunde-se paz com não se apaixonar, confunde-se paz com não se envolver e confunde-se paz com pontos de vista.

A paz que muitos buscam não poucas vezes tem sido confundida com a falta de esperança, pois aparentemente os sintomas são semelhantes. Quando não se tem algo pelo qual lutar tudo fica aparentemente sossegado, daí alguns preferem entender este sentimento como paz. Quando não se tem expectativas tudo se limita ao mero contentamento, por ter ausência de exigências alguns acreditam então ter encontrado a paz. A triste realidade é que quando não se tem a coragem de te esperança a vida passa a se assemelhar há uma tarde de domingo, sem pedir grandes coisas, e sem exigir mais do que se quer dar, e isto é para muitos a tão procurada paz. Tristemente, o que estes vivem não é paz, mas sim um paradoxal vazio. A humanidade alcançará a verdadeira paz não quando abandonar a esperança (os sonhos), mas exatamente quando ousar ter esperança num mundo que é desmedidamente desesperançoso.

Um dia a humanidade se encontrará com a tão procurada paz, mas talvez não vá reconhecê-la. Haverá um dia em que a paz será palpável a todos os indivíduos, mas muitos não a tatearão, pois ela é simplesmente a paz. Um dia as pessoas descobrirão uma paz que não é vendida como produto padronizado numa gôndola de supermercado ou mero produto a ser mercadejado pela mídia. Um dia o ser humano conseguirá alcançar a paz não pelas ausências do ser, mas pela presença do viver.



"Ora, o Senhor da paz, ele mesmo, vos dê continuamente a paz em todas as circunstâncias. O Senhor seja com todos vós"
II Ts. 3:16.



Que Deus nos ajude!




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É permitido baixar este arquivo, copiar, imprimir e distribuir este material, desde que explicite a autoria e fonte do mesmo. Usado através de permissão concedida por Vinicius O. S. Guimarães - Missão Tocando as Nações (www.tocandoasnacoes.com), Goiânia, Goiás, Brasil.

*Vinicius O. S. Guimarães (vinicius@tocandoasnacoes.com) é natural de Goiânia - Goiás - Brasil, casado com Priscilla Dayana A. B. Guimarães. Escritor dos livros "Conversão - uma mudança de vida", "A Bíblia fazendo história", "Lições do Maestro" e "Pescadores de Vidas". Bacharel em Teologia com concentração em Missiologia pelo Seminário Teológico Evangélico do Betel Brasileiro (STEBB), bacharel em Administração Geral pela Universidade Católica de Goiás (UCG), especialista em Estudo da Bíblia pela Faculdade Evangélica de Teologia de Belo Horizonte (FATE-BH), especializando em Docência Universitária pela Faculdade de Goiás (FAGO), mestre em Ministério com concentração em liderança pela Faculdade de Teologia Evangélica da Igreja de Deus (FATEID). Colaborador da Revista Linha Aberta (Florida - USA), membro da Associação de Professores de Missões do Brasil (APMB), presidente da Missão Tocando as Nações (MTN) e pastor da Comunidade da Fé (COFE) em Goiânia. Atualmente leciona na Faculdade de Teologia Evangélica da Igreja de Deus (FATEID), no Seminário Teológico Evangélico do Betel Brasileiro (STEBB) e no Instituto Unificado de Ensino Superior OBJETIVO.


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